O novo ensino médio

Confuso, dissonante e questionável, porém, avança em sair do papel.
Sou um ferrenho defensor da educação. Para mim, é mola propulsora de qualquer nação que pense em progresso. Deve ser prioridade número um sempre. Tenha excelência em educação e todos os outros problemas serão minimizados.
Semana passada o governo Temer apresentou por medida provisória o novo plano que propõe aumento da carga horária, maior flexibilização e a exclusão de algumas disciplinas antes obrigatórias, como artes e educação física. O texto ainda será avaliado por deputados e senadores. Antes porém, houve a lambança em relação a obrigatoriedade de Sociologia e Filosofia o que seria, no meu entendimento um ratificação no modelo feudal de deixar o povo sem pensamento crítico. Felizmente voltaram atrás.
A mudança é urgente e necessária no entanto, me preocupa a possibilidade da opção de aprofundamento nas áreas linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e/ou formação profissionalizante. Ora, se hoje muitos jovens que entram na faculdade ficam em dúvida quanto a área que escolheram, muitos inclusive mudando de curso ou desistindo, como podem ter certeza, aos 16 ou 17 anos que não gostam de matemática, por exemplo? Este é principal ponto que tenho crítica. Entendo que não possa ser opção mas sim aprofundado por todo o ensino médio apenas com uma abordagem atrativa e que vá de encontro com a forma que são solicitadas nas provas do Enem mostrando na prática, como aquela informação impacta no nosso dia-a-dia.
De certo e positivo é a pauta ser exposta a população ainda que de forma abrupta, mas que gerará muita discussão indo para o congresso e senado pois tem muitos pontos importantes os quais precisam sim de alterações mas que tem de ser exaustivamente discutidos respeitando observações dos maiores envolvidos ou seja, representantes do corpo docente e discente. Devemos a partir de agora - como sempre devíamos - acompanhar minuciosamente todas essas questões, intenções dos nobres parlamentares e contribuir para que as excelências, por uma questão de ordem, tomem as melhores decisões a respeito e implantem definitivamente um modelo que colocará por fim a educação no Brasil numa posição de destaque e como consequência, permitirá uma evolução intelectual da nossa gente.
O ensino fundamental precisa também de uma reforma e valorização. Fica na fila depois de resolvermos esse imbróglio...

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