Eduardo Campos

Num país carente de ídolos, até quem poderia surpreender se torna referência.
Acompanhando o noticiário em torno da morte do candidato a presidência Eduardo Campos fico intrigado quanto a superexposição e o real propósito da mídia em relação ao fato. Nada contra a cobertura que realmente se justifica pela liderança política que representava especialmente no Estado do Pernambuco.
Mas parece-me que estão transformando-o numa espécie de salvador da pátria, alguém que de fato iria resolver os problemas do Brasil. Assisti sua entrevista ao Globonews Eleições  concedida a Renata Lo Prete que inteligentemente o "apertou" em situações embaraçosas comparando suas ações enquanto governador com o que poderia fazer como presidente e suas respostas foram, no meu entender, evasivas e utópicas o que o tornava um político "mais do mesmo".
Com todo respeito ao que aconteceu com o candidato, a morte o santifica tampouco muda seu perfil. Não esquecemos que havia divergências até mesmo com sua vice prova disso é a demora em torna-la candidata de fato vai acontecer, acredito.
Enfim,  a cobertura do jeito que está sendo feita deve ter cunho político, tirar o PT do comando talvez, mas se Eduardo Campos era a solução, quem será agora?
O caminho está aberto para oposição mas é preciso sempre,  a partir de agora se referir ao economista morto - a bola da vez.

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