Mazela social

Uma herança difícil de cicatrizar. E longe de acabar!
Dois estudantes africanos acusam uma policial militar do 9º BPM de racismo, em abordagem realizada no dia 17 de janeiro em Porto Alegre. Conforme o relato das vítimas, eles dirigiam-se à Polícia Federal de ônibus, para atualizar o visto de permanência no Brasil, quando o veículo foi cercado por quatro viaturas da Brigada Militar (BM). A ação ocorreu depois que uma policial, que estava dentro do coletivo, desconfiou da dupla. O motivo teria sido o tênis usado por um dos estudantes. Ambos foram algemados e encaminhados a um posto da BM na avenida Oswaldo Aranha. Um dos africanos conta que chegou a ser imobilizado por um policial com uma gravata. leia +
O preconceito, esse escárnio impregnado na sociedade mundial, está longe de ser eliminado. E só um negro, gay ou judeu por exemplo sabe o que significa. Os discursos socialistas e as cotas sugerem o fim seu fim, alguns até acham que não existe mais. Sob a batuta do resgate de uma divida histórica acreditam que concedendo vagas estão quitando o débito.
Seria preciso "reinventar a roda" nesta questão, explodir tudo e começar do zero.
Um "diferente" bem sucedido e em destaque incomoda o que é muito triste. As minorias, para conseguir o mesmo que os "normais" precisam sempre fazer mais e melhor, qualquer deslize, torna-se fatal.
Casos com este dos estudantes africanos enojam. De positivo, fica  a consciência de que a missão e honra de quem sofre preconceito é irrefutável. Ainda que sob pressão imposta, tornamo-nos fortes e competentes o suficiente para avançar e acreditar num mundo melhor, quem sabe sem precisar explodi-lo.

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