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Mostrando postagens de 2012

Cotas III

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Cotas II

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Cotas

Sou contra cotas. O que parte da sociedade entende como resgate de uma dívida histórica, vejo como retrocesso.
A presidente Dilma criará cotas para negros no serviço público nas quais empresas privadas que aderirem ao programa ganharão incentivos fiscais.
Cotas é um erro. Preconceito sempre existiu e por muito tempo existirá no entanto, com acesso a informação, ao estudo e a ampliação de oportunidades no nível superior e técnico o cenário ficou mais favorável e positivo. Nos anos 90, lembro do surgimento da revista Raça Brasil. Poxa, aquilo realmente foi um marco. Eu mesmo colecionei várias edições. Naquele momento vi o negro com a possibilidade real de orgulha-se em ser negro. Fazia sucesso as camisetas "100% NEGRO", tive uma, inclusive, pudemos ver em horário nobre personagens negros como empresários em novelas, logo adiante como protagonistas, etc...Tudo isso foi, com certeza, muito importante para esse resgate e justificava o estardalhaço. Há muito em que avançar mas pas…

Reflexão olímpica

Ganhar uma medalha no Brasil significa vencer dos vários adversários o maior de todos, o próprio país. É no mínimo curioso observar o que faz a maioria dos brasileiros ao verem o quadro de medalhas diariamente: riem, ridicularizam, xingam e menosprezam nossos representantes.  Reflexo da importância que damos ao esporte olímpico e consequência de um país que só olha para o futebol. Quando aparece um Zanetti nas argolas, por exemplo, elogia e se emociona cantando o hino nacional junto mas não faz ideia da batalha que foi para ele chegar lá. Ao ver esses jovens que contra tudo e contra todos atingem seu objetivo fico imaginando como seria se tivéssemos o apoio do Estado, do município e do brasileiro em geral. Se tivéssemos planejamento para projetar uma medalha nos próximos 4, 6 ou 8 anos. Temos talento de sobra, vigor, disposição e habilidades naturais que só precisam de uma coisa: investimento. O esporte olímpico não é caro. Alguns clubes e cito como exemplo a Sogipa e o Clube Náutico …

A voz da roupa

Impressionante e reflexiva. Uma exposição que une fotografia, arte e moda para confrontar a dura realidade dos trabalhadores do país com a perfeição inatingível imposta pelas imagens de editoriais e ensaios: é esta a proposta de A Voz da Roupa, projeto criado pelo estilista Régis Duarte e pelo fotógrafo Tiago Coelho, que tem abertura no dia 10 de maio, quinta-feira. Tive a oportunidade de conferir hoje esta brilhante exposição. Muito além do óbvio, mostra o quanto devemos prestar nos detalhes e na auto estima e também como damos valor ao visual, muitas vezes somente a ele. Uma pessoa invisível pode, após uma transformação, se tornar referência.
Serviço:
A Voz da Roupa
Abertura: 10 de maio, às 19h, na Galeria dos Arcos
Av. Pres. João Goulart, 551 (térreo da Usina do Gasômetro) Porto Alegre, RS
Visitação: de terças a domingos, das 9h às 21h
Conversas com estilistas e participantes
Dias 23 e 30 de maio, às 19h30, na Sala P.F. Gastal (3º andar da Usina do Gasômetro)
Entrada franca

Consulta ao SPC e Serasa

O Brasil de terceiro mundo tenta compulsoriamente parecer de primeiro. O TST (Tribunal Superior do Trabalho) permitiu a consulta das empresas, antes de contratar um empregado, aos cadastros de inadimplentes como SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Serasa (Centralização dos Serviços Bancários S/A).
Na última quinta-feira, em uma decisão unânime, os ministros da 2ª Turma do TST consideraram que as consultas não são fatores discriminatórios, e sim critérios de seleção de pessoal que levam em conta a conduta individual, e rejeitaram o apelo do MPT (Ministério Público do Trabalho) da 20ª Região, em Sergipe, para impedir que uma rede de lojas de Aracaju consultasse o SPC, o Serasa, órgãos policiais e do Poder Judiciário antes de contratar funcionários. 
Existem sim, funções e cargos pontuais onde se faz jus tal critério. Em âmbito geral, não tenho porquê condenar o empregador que adota essa medida. Mas o Brasil é peculiar, daí minha contrariedade. Não fomos educados financeiramente, herança…

Ficha Limpa II

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Ficha limpa

Há esperança, o Brasil pode dar certo. Mas enquanto precisarmos de lei para não errar, algo está errado. Você votaria em um político que cometeu crime contra a administração pública, contra o patrimônio público ou privado, contra o sistema financeiro, que tiver sido condenado por crime eleitoral, abuso de autoridade, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, formação de quadrilha ou outros tipos penais? Se deixassem, sim. A lei da Ficha Limpa finalmente tornou-se constitucional. Já a partir deste ano políticos condenados mesmo que ainda caiba recurso estão fora das eleições. Os que renunciaram aos seus mandatos para fugir de processos de cassação por falta de decoro também estão impedidos. Motivos estes por si só seriam suficientes para expurgar e sequer pensar em devolvê-los à vida pública, porém, no país do esquecimento, só uma lei para garantir essa barbárie. Duro, é acreditar que foi preciso o STF intervir para discutir o óbvio; ainda assim, quatro ilustres foram contrários. Por lin…

Preconceito

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Vazamento de óleo II

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Vazamento de óleo

Brasileiro gosta de ser (e se fazer) enganado. Se for oficial então, engana-se sem culpa. A novela instaurada desde quinta-feira envolvendo o vazamento de óleo ocorrido em Tramandaí encerra com a vitória do capitalismo. Não há como negar que o poder econômico fala mais alto nesses instantes: alta temporada e turismo cegam empresários, comerciantes e políticos os quais, compactuados com a população, ignoram a razão. As divergências entre Polícia Federal e a Transpetro dando conta que, tal vazamento pode ter sido 17 vezes maior do que o divulgado seria motivo suficiente para o banhista se precaver e no mínimo aguardar  laudos mais confiáveis.  Mas não, como capitalistas e avessos a conselhos técnicos, já no final de semana, teoricamente proibido o banho, muitos caíram nas águas. Não faltará quem num futuro próximo, caso haja algum dano a saúde, culpe as autoridades pela liberação prematura. Hipocrisia e insanidade de uma sociedade imediatista, consumista e influenciável.

Racismo

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Mazela social

Uma herança difícil de cicatrizar. E longe de acabar! Dois estudantes africanos acusam uma policial militar do 9º BPM de racismo, em abordagem realizada no dia 17 de janeiro em Porto Alegre. Conforme o relato das vítimas, eles dirigiam-se à Polícia Federal de ônibus, para atualizar o visto de permanência no Brasil, quando o veículo foi cercado por quatro viaturas da Brigada Militar (BM). A ação ocorreu depois que uma policial, que estava dentro do coletivo, desconfiou da dupla. O motivo teria sido o tênis usado por um dos estudantes. Ambos foram algemados e encaminhados a um posto da BM na avenida Oswaldo Aranha. Um dos africanos conta que chegou a ser imobilizado por um policial com uma gravata.leia + O preconceito, esse escárnio impregnado na sociedade mundial, está longe de ser eliminado. E só um negro, gay ou judeu por exemplo sabe o que significa. Os discursos socialistas e as cotas sugerem o fim seu fim, alguns até acham que não existe mais. Sob a batuta do resgate de uma divida …

Operação Tartaruga

Precisamos andar juntos, não podemos esquecer que uns dependem dos outros em tudo. É regra fundamental para as coisas darem certo, só assim faremos o mundo um pouco melhor. O protesto realizado pelos rodoviários da Capital gaúcha reinvidicando reposição salarial - a operação tartaruga -  parece-me pouco inteligente. Não sou contra o fato em si, reconheço a luta mas é preciso prioritariamente justificar o pedido além do surrado argumento das perdas retroativas pois isto deveria ser automático. O ser humano é um eterno insatisfeito: o carro do vizinho é melhor, o emprego do amigo tem mais benefícios, a mulher / marido dos outros são mais bonitos...Não seria o salário, ideal se até mesmo o de senadores, prefeitos e magistrados não o são. Porém, prejudicar a população não resolve, ao invés de apoio, acaba gerando um mal-estar com os usuários. Se os profissionais por exemplo em sua totalidade prestassem um serviço de qualidade, cumprissem horários e respeitassem idosos teriam simpatia e ap…

BBB e outras idiotices.

Pior do que assistir, é torná-los prioridade.
Semana passada começou o BBB12, quer dizer, há doze anos ficam expostos por três meses uma turma de até então, desconhecidos que tornan-se celebridades. Assisti a primeira edição, a qual ganhou o Kleber Bam Bam e já na segunda percebi a mesmice e falta de conteúdo. Pessoas mais inteligentes do que eu descobriram ainda na primeira. Ninguém é perfeito! Embora não goste do programa, não condeno quem o assista - apesar de tudo, é entreterimento - o que me incomoda porém, é o destaque que é dado aos "heróis" como diz o nobre Bial. Não acompanho o programa mas, de uma forma ou outra acabo sabendo de tudo o que acontece na casa. Está nos jornais, capas de importantes portais de notícias, nas estações de rádio, e nos comentários do dia-a-dia. É pressão! Frequentemente ouço vozes dizendo que não gostam do BBB, odeiam o Faustão, condenam o Pânico ou detestam o Gugu mas alguém vê, caso contrário os caras não permaceriam no vídeo, ano após …

Cpers

As mesmas questões de sempre... Mal começou o ano e o Cpers já dá sinais de que greves e paralisações serão a tônica de 2012. Tudo isto após declarações da Secretaria da Fazenda (RS) sobre a dificuldade de honrar o piso da categoria. Já manifestei e tenho convicção da importância dos profissionais da educação, sua má remuneração, condições de trabalho e tantas outras dificuldades. Também soa falso a desculpa do Estado em pagar o piso nacional até 2014 afinal, não foi prometido pelo senhor Tarso Genro? E porque verbas para outras coisas existem ou surgem do nada? É lógico que os políticos não dão a devida atenção ao ensino o quanto merece pois, não vale a pena criar uma sociedade culta. Tudo isso é verdade mas existem, nas entrelinhas desse processo um desvio de conduta profissional muito grande subsidiado pela zona de conforto, estabilidade, e desinteresse social pela causa como um todo. A escola onde minha filha estuda, pública, desde o jardim (este ano fará a 8ª série ou 9º ano) ja…