Pobre Falcão!

Sinto cheiro de enxofre no ar...
Gosto muito do Falcão. Sempre gostei. Na mídia se tornou, para mim, o melhor comentarista do país. Entendia o jogo, traduzia-o com naturalidade e apontava oportunidades de melhoria, carências e outras malezas de dentro das quatro linhas.
Mas o futebol não é só...futebol!
Daí vem meu questionamento de seu rendimento como treinador. Recuso-me a crer que ele desaprendeu tudo o que sabia para justificar resultados tão pífios como os apresentados até então, mesmo com a ressalva de que na prática é diferente.
O que percebo nisso tudo, é um grande desconforto de Falcão enquanto técnico. Trocando em miúdos: a política do clube fala mais alto: as vaidades, o poder, favores, etc.
Esse é o cheiro fétido que sinto e que não é exclusividade do Internacional mas, é nele  que está representado no momento, a escória de nosso futebol arcaico fantasiado de modernidade as portas de uma copa do mundo ainda sem entender se isso de fato será bom ou ruim.
Isso justifica vermos sempre os mesmos revezando-se em momentos bons e ruins nos clubes. Faltam projetos, autonomia, respeito, dignidade e transparência. 
É por fim, espelho de uma sociedade conivente e submissa a tudo e que troca sua alma por um grito de gol como se isso resolvesse ou acabasse com as frustrações cotidianas.
Pobre Falcão!
Fica a lição de que enquanto soubermos que é impossível mudar, jamais conseguiremos transformar esse modelo em algo de valor!
-Até breve Falcão, na tela de alguma grande emissora de TV. Lá, pelo menos, de futebol você poderá falar sem censura, dependendo é claro, do veículo e do narrador...

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