Fim do IPI

Nem parece que somos capitalistas, o governo simplesmente contrapõe a lógica econômica.
O desentendimento sobre a prorrogação até o fim do ano da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que deve terminar no dia 31 de outubro, para os produtos da chamada linha branca (leia+) por vezes não dá para entender.
Primeiro foi o caso das restituições do imposto de renda que Guido Mantega disse que não tinha dinheiro. Mas Lula não gostou da notícia e praticamente obrigou-o a honrar esse compromisso.
Ontem, Mantega negou que o governo tenha a intenção de prorrogar o IPI, garantindo enfaticamente que não há mudança nenhuma nesta questão e que o cronograma do fim do benefício está mantido, jogou inclusive a responsabilidade emcima dos empresários que devem ser criativos para elevar suas receitas sem tal recurso.
Lula, por sua vez, que estava ontem no canteiro de obras da transposição do rio São Francisco, no Nordeste, mandou dizer por um auxiliar que decidiu prorrogar a validade da isenção até o final do ano com a informação de que os consumidores ainda precisam deste incentivo.
Não estou aqui para defender A ou B. Mas a lei de mercado orienta que, se dá resultado, por que não fazer, ou seja, mantendo a redução do IPI, aquece a economia o que resulta em mais verba para o governo. No varejo, é preferível reduzir a margem e vender mais do que elevar o custo e ter mercadoria parada.
Esse é o raciocínio que parece não estar sendo levado em conta, infelizmente.
Há indícios, inclusive, de que a boa vontade do presidente seja pura e simplesmente em função da campanha presidencial de 2010, é uma lástima se for verdade.

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