O (mau) hábito da leitura

A dificuldade de ler está na imposição inicial. A leitura deve ser prazerosa, jamais compulsória.
Antonio Carlos Macedo, jornalista e apresentador do programa Gaúcha Hoje (Rádio Gaúcha, 93,7MHz) escreve hoje em Zero Hora sobre a dificuldade dos professores em estimular o hábito da leitura nas crianças.
O artigo, muito bem escrito, e que você pode lê-lo na íntegra clicando aqui, leva o leitor a mais que uma reflexão, na verdade conclui-se que, apesar de tanta informação, nossos professores, na sua maioria, continuam a usar uma técnica ultrapassada:
"...O primeiro erro está na exclusão da leitura da rotina escolar. Sabendo que os alunos não gostam de ler e para não entrar em rota de colisão com eles, os docentes optam pelo cômodo caminho do ensino por meio das apostilas que preparam. Preferem dar a matéria mastigada em vez de traçar linhas gerais e incentivar a turma a ampliar o conhecimento na biblioteca. Ao longo do ano, a atividade da leitura fica restrita às disciplinas de língua portuguesa e literatura, quando um segundo erro é cometido"...
Continua:
"...No caso do Ensino Médio, outro argumento recorrente é a advertência de que o conteúdo do livro será matéria do vestibular.
Ora, nem adulto “devorador” de livro gosta de leituras impostas"...
E sugere o que alguns mestres já estão fazendo com resultados surpreendentes a técnica de começar por leituras prazerosas aos pequenos, autores atuais que possam interagir com as crianças e aqui cito o exemplo de Gabriel, o pensador o qual tem escrito para esse público e obtido sucesso tal qual na música.
Macedo termina seu artigo com uma frase fantástica:
"Para aproximar a juventude das letras, clássico não pode ser ponto de partida. Precisa ser a linha de chegada".

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