Os desdobramentos da crise. GM


A ajuda que a GM precisa revela o nível de gravidade da crise e que, se nada for feito, poderá ficar pior.

US$ 22 bilhões. Este é o montante que pode precisar a General Motors para continuar a funcionar, desses, US$ 18 bilhões terão que sair de fundos federais ou de outras fontes privadas.
O mais grave é que a ajuda federal é incerta.

Não tenho um nível de informação suficiente para opinar se o governo americano deve ou não dar essa ajuda a GM, mas tenho convicção que, se a GM parar, mesmo que parcialmente, os reflexos serão devastadores e com efeito castata. Não será bom nem para outras montadoras e aquilo que já estamos lamentando em termos de crise poderá ser até motivos de saudade.


A tarefa de Obama é espinhosa, pois tudo indica que Bush deixará essa "bomba" para ele, e será preciso muita energia, sangue frio, firmeza e pulso para colocar a economia nos trilhos.

Alguns poderiam pensar que isso não é nada para um país que já ofereceu linhas de crédito de mais de US$ 1 trilhão através do Fed, garantiu depósitos a indivíduos sem lastro e ainda assumiu o controle de seguradoras, bancos e empresas de crédito imobiliário até bem pouco tempo.

Tudo bem, a crise estourou e os tempos mostraram que estavam errados, mas talvez seja esse o preço de um retorno à ordem sob uma nova perspectiva de gestão.

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