Quando a mídia define o final.


O seqüestror de Santo André queria mídia. Teve.
A mídia queria audiência. Teve.
A audiência, sarcástica, queria tragédia. Também teve.
Todo mundo saiu ganhando.

Não, não estou em hipótese alguma comemorando o triste desfecho da menina Eloá e sua amiga. Pura e simplesmente faço um exercío de analisar os fatos. E essa é a prova de que somos um país de terceiro mundo.
Logo no final do sequestro, quando finalmente dominaram Lindemberg Alves, a Globonews confirmava a morte de Eloá numa torcida ridícula pelo pior, foi consertar o erro quase meia hora depois.
O povo gosta de tragédia e exposição. Se não dessem tanta importância para o caso, provavelmente em, no máximo 24 horas, o sequestrador desistiria da bobagem que cometia.
São suposições, é claro. Mas, intuitivamente penso que o pior aconteceu por causa da mídia.
Seu desatino por uma pauta, pontos de audiência, melhor imagem, etc...
Esse é o preço de viver no terceiro mundo.
Pelo menos, a crise, segundo o presidente, não passa de um resfriado...
esta opinião foi publicada em DiegoCasagrande.com.br na seção: e-mail de leitores. E também no site do Observatório da imprensa.

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