Autenticidade na política

Aos 78 anos, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) é um político em extinção. Um dos últimos "autênticos" do PMDB, partido que ajudou a fundar, Simon, nos últimos dez anos, já fez voto de pobreza, distribuiu bens entre amigos e familiares e percorreu durante seis dias os 136 quilômetros entre Fortaleza e Canindé, no sertão cearense, numa peregrinação ao lado de 500 andarilhos devotos de São Francisco, como ele. Não bastassem esses atos de desapego aos bens terrenos, o senador gaúcho recusou convite para integrar o primeiro escalão do governo Luiz Inácio Lula da Silva, atitude considerada inimaginável para a maioria dos parlamentares, cada dia mais sôfregos por cargos, verbas e pelas benesses e mordomias do poder. Conhecido no Senado pela retórica inflamada e pelos gestos teatrais, o tribuno Simon não costuma poupar ninguém em seus discursos em defesa da ética. Muitas vezes, porém, o senador investe contra moinhos de vento e essa postura quixotesca tem contribuído para o seu isolamento na Casa, o que se agravou com a morte, em maio, do amigo e colega Jefferson Péres (PDT-AM), outro inveterado idealista...

Este é o ínicio da matéria publicada na revista Istoé dessa semana.

Não que Simon seje o único político honesto da política atual, mas, ilustra uma situação triste de nossa sociedade.

Em quem votar?

Em quem acreditar?

Existe uma saída?

Esse fato somado a liberação de candidatos com ficha suja mostra que estamos sem rumo ou revela que os mesmos sempre conseguem o que querem?

Debatemos!

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