Quando convém!

Na razão, jamais submeteríamos a realizar algumas atividades, a emitir determinada opinião, optar por A em detrimento do B, sequer, admitiríamos a possibilidade de tal.
No entanto, quando convém...
Tem razões que a própria razão desconhece.
*Em agosto de 2002, o Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Estado (Sindióptica) conseguiu liminar permitindo a abertura das lojas aos domingos em Porto Alegre. O documento foi assinado pelo desembargador Clarindo Favretto, de madrugada. Desde então, o comércio abre todos os domingos.
*A base aliada do Planalto no Senado conseguiu aprovar na madrugada da última terça a criação da TV Brasil, emissora do governo. Embora simbólica, a votação foi possível pela manobra do líder Romero Jucá/PMDB, a pedido de Lula. Em questão: receita adicional de R$ 150 milhões, além dos R$ 350 milhões do orçamento da união e ainda, possibilidade de admissão de funcionários sem concurso durante três anos.
Embora tenha críticas, não estou aqui para falar da abertura do comércio nem da TV do Lula.
O que me chama a atenção é que, quando convém pode-se votar a noite, aos finais de semana, de madrugada, e ainda consegue-se quórum para isso.
Gostaria de ver essa disposição para votar uma reforma tributária descente, a famosa reforma agrária que ouço desde criança, redução de impostos, políticas sociais que estimulem o desenvolvimento do cidadão, de verdade...infelizmente isso não é importante, não tem estímulo, não convém...
Quando convém ficamos irreconhecíveis:
*votamos aumento de impostos;
*defendemos aquele 'companheiro' que estava envolvido da falcatrua X;
*omitimos informações;
*sumimos por um tempo;
*aliamo-nos a partidos de esquerda e/ou direita;
*torcemos contra o Brasil.

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