A "cubanização" das profissões.

Quando não se pode ou não se quer valorizar uma profissão, "cubanizar" é a solução encontrada, isso, sem dúvida reduz custos no entanto, a auto-estima do profissional sofre lesões irrecuperáveis.
Sou do tempo em que professor era muito mais do que profissão. Era uma vocação, significava tratar-se de alguém louvável e de uma dedicação que honrava a categoria. Era extremamente respeitado na sociedade e valorizado com justiça.
Pois agora o Cpers faz uma esforço para acabar com o termo "professor" substituindo-o por "trabalhadores em educação". *
A dignidade do professor agora foi generalizada por um termo que o coloca no mesmo nível de qualquer pessoa que trabalha na direção de uma escola quanto quem faz a limpeza do prédio.
Trabalho com vendas, logo, sou vendedor, certo? Errado! No começo da minha carreira, vendedor tinha status, era valorizado com tal e tinha um respeito considerável pela empresa e clientes. Era uma profissão.
Agora, acompanhando a tendência de mercado preferem chamarmos de "auxiliar de venda". Como trabalho nos calçados, passei de vendedor ao "alcançador de sapatos" qual a diferença? Quem alcança não auxilia?
Esse marxismo dialético* para mim tem um único sentido. Diminuir o custo da folha de pagamento. Nivelando os profissionais por baixo, pode-se fixar salários e até mesmo deslocá-los para onde bem entender.
Assim como em Cuba onde médicos são motoristas de táxi, economistas se prostituem, engenheiros são garçons, jornalistas são contrabandistas de jeans, todos são "trabalhadores do regime socialista". *
*dados da coluna de Rogério Mendelski - Correio do povo de 23/mar/08

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