O novo líder!

Foi-se o tempo onde ter opinião e debater com a liderança significava crescimento profissional. Hoje, cresce na empresa quem não se opõe ou aquele que, quando fala, diz apenas o que o líder quer ouvir.

Dado Schneider, publicitário, participa semanalmente do Programa Clóvis Duarte, na TV Pampa, Porto Alegre, RS. Em seu comentário de hoje falou algo que, no mínimo, é constrangedor para empresas e empregados:
-"Hoje, sobe na carreira quem não se posiciona, entra mudo e sai calado.
Não chegará a presidência - até porque nenhum investidor é louco - mas pode, perfeitamente chegar até o segundo escalão da instituição."
As revistas de carreira e sucesso sustentam em suas páginas que criatividade e participação nas decisões são características valorizadas pelas empresas.
-"Balela!" Segundo Schneider, hoje, entre um funcionário polêmico e outro que não se opõe, é o segundo quem avança no organograma.

Trabalho em uma organização onde se confirma essa tese. Vejo, cada vez mais, colaboradores que, com essa postura (ou ausência dela) ascendem de uma forma impressionante, meteórica algumas vezes.
Dar idéias então, é quase uma ofensa. Talvez pelo tamanho que a empresa se tornou, hoje tudo que é ouvido pelas lideranças passa por uma comissão que passa para outra até cair no esquecimento. Se a idéia é boa, ela surge no futuro com uma 'maquiagem' para não dar méritos a quem de fato a criou.
Embora a tese tenha fundamento, ainda acredito que devemos defender nossas convicções, a não ser que a idéia seja morrer no lugar onde lhe deram o cargo. Até porque, existem sim, líderes e empresas que querem pessoas com opinião e idéias para dar.
Há exceções!
Quem procura, acha!
É preciso ter em mente o que realmente se quer, traçar um objetivo profissional, foco total e nunca se opor as adversidades que surgirão.
Saia dessa armadilha do mercado atual. Assuma riscos!
Nem que seja para ser o presidente!

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