Cotas!

Sou contra o sistema de cotas pelo menos do jeito que é feito aqui no Brasil.
Entendo sim, que precisamos de políticas sociais para equilibrar e dar oportunidades as minorias, mas, há formas de se fazer isso sem banalizarmos nem prejudicar ninguém.
Já escrevi sobre isso mas, o artigo abaixo que transcrevo é o que melhor traduz tudo o que penso, por isso gostaria de multiplicar essa informação com voçês:
Boa leitura:

Artigo:

Contra as cotas, a favor da igualdade dos brasileiros e do mérito

Marcel van Hattem, bacharel em relações internacionais

Não é justo que as desigualdades existentes em nossa sociedade, decorrentes de um grande número de fatores, sejam jogadas nas costas de uma minoria qualificada. O vestibular é um exame que classifica os pretendentes a vagas na Universidade pelo mérito. Logo, como qualquer concurso público, não pode valer-se de critérios subjetivos, muito menos discriminatórios, como o da cor da pele ou da origem escolar para determinar os classificados. Muitos estudantes de Ensino Fundamental público migram para o privado no Médio, tendo o curso pago com sacrifício por seus pais na esperança de classificarem-se a uma vaga no ensino superior público, seja em virtude da sua qualidade, seja pelo custo, altíssimo para quem cursa numa faculdade privada.
Esta é a realidade de um grande número de vestibulandos oriundos de escolas particulares: eles não estudaram em colégios pagos por capricho, mas porque não encontraram nos colégios públicos, mantidos também com seus impostos, ensino de qualidade. Ou seja, muitos pagam a conta duas vezes: uma em impostos cobrados por um serviço que utilizariam se fosse melhor - e já foi melhor - e outra ao perder a vaga para um estudante de escola pública no vestibular da UFRGS, por exemplo. Por isso, as cotas são discriminatórias, acobertadoras – por tentarem esconder a precariedade do ensino público de base –, e imorais, pois por trás da aprovação de cotas nas universidades federais está a promessa de recursos do Governo Federal àquelas que adotarem "políticas afirmativas".
Em primeiro lugar, o dinheiro. Depois, a coerência e a manutenção de uma seleção de candidatos por mérito. Afinal, também na universidade o ordenamento dos alunos baseia-se no mérito. Se assim não fosse, entraríamos na área do subjetivo e da arbitrariedade, em que professores avaliariam alunos antes de acordo com a cor de pele ou origem escolar e secundariamente de acordo com seus rendimentos acadêmicos. Como se não bastasse, as cotas na UFRGS ainda distorcem a realidade ao aprovar, por exemplo, um número recorde de alunos do Colégio Militar, público mas de excelência, ou ao reservar cotas para negros que, de longe, não foram preenchidas.
Frente a tudo isso, não podemos nos calar: que este movimento contra as cotas se expanda e que nossas autoridades – acadêmicas e políticas – não continuem levando adiante um processo que já está cindindo uma sociedade como a brasileira, que é conhecida e reconhecida por sua diversidade étnica e cultural, pela sua hospitalidade e pela sua tradição pacifista. A esperança que fica é que cheguem estes processos judiciais contra os sistema de cotas nas universidades públicas ao Supremo Tribunal Federal para que o Guardião da nossa Constituição, que tem em suas fileiras um negro não-cotista, pronuncie-se sobre a inconstitucionalidade deste sistema que não melhora a qualidade do ensino público de base e, principalmente, que discrimina todos nós, brasileiros.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fim de Octo

O primeiro mês do ano

Ontem (2016)